“ONDE HÁ REDES, HÁ RENDAS”

“Onde há redes, há rendas” – Ditado Popular,  principalmente com o seu aparecimento nas regiões litorais, onde os homens iam para o mar pescar e as mulheres ficavam em terra dedicadas às rendas.

A renda é um tecido de malha aberta, que forma diversos desenhos com entrelaçamentos de fios de linho, seda, algodão ou até mesmo em ouro e pode ser feito à mão ou à maquina.

Os principais tipos de renda são: a renda de bilros e a renda de agulha.

A renda de bilros é criada pela manipulação de numerosos fios, cada um deles preso a um bilro, sendo trabalhado sobre o pique e com o apoio de uma almofada. Os bilros são objetos de madeira torneados, numa das extremidades tem forma de pêra alongada ou esfera e na outra extremidade é enrolada a linha que vai sendo utilizada a medida que o trabalho avança. O pique é um cartão, normalmente pintado da cor açafrão para facilitar a visão da rendilheira, onde se decalcou um desenho.

A renda de agulha é confecionada entrelaçando os fios com a ajuda de uma agulha em pontos simples ou complexos, formando um padrão ou desenho preestabelecido.

A sua origem é incerta, embora não haja concordância acerca do tema, acredita-se  que a renda de bilros seja originária de Flandres (região Belga) e a renda de agulha originária de Veneza.

Inicialmente, o uso das rendas era restrito aos mantos do clero e da realeza, normalmente sob a forma de passamanaria dourada ou prateada. Nos séculos XVII e XVIII, a renda começa a ser usada em detalhes dos acessórios para enfeitar os cabelos, babados, aventais e adornos de vestidos. A renda tornou-se indicativo de poder e distinção social. A qualidade e a quantidade de rendas que ornava uma vestimenta estava diretamente relacionada à posição social de

quem a usava. Durante a Revolução Francesa, o uso da renda sofreu um declínio por ser associada àquilo que então se combatia: o luxo e a ostentação. No entanto, passado esse período voltou a ocupar a função de distinção social. No inicio do século XIX a renda é muito usada em vestidos, véus, casacos, luvas, adornos de guarda-sóis, lenços, xales, entre outros. Antes do século XIX a renda costumava ser feita em fios de linho, mas o algodão tornou-se mais comum, este procedimento transformou a renda num material de menor custo e, por isso mesmo, menos elitista. A popularidade da renda caiu no final do século XIX e início do século XX.

Durante grande parte do século XX a renda ficou muito associada a confeção de lingerie e aos vestidos de noiva. Hoje a renda retoma o seu lugar no universo da moda. Nos chapéus e cestas da Girls Love Hats as rendas estão bem presentes, marcando o seu estilo romântico e muito feminino.

 

 

  • Share post
girlslovehats

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *